nunca desanime,

NÃO DESANIME JAMAIS.
"São os tempos difíceis que fazem nascer os profetas. Eles são sempre perseguidos, pois saem dos caminhos batidos, aliam-se aos desprezados da terra e apontam para o absoluto de Deus, que relativiza o poder e a prepotência dos poderosos do dia." Pe. J.O.Beozzo 1989.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sem corporativismo / Operação Persistência / Polícia Federal prende quatro policiais acusados de extorsão

Extraído de: Ministério Público do Estado do Paraná - 24 de Março de 2009
SÃO PAULO - Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu ontem, em São Paulo, seis pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada de extorsão a empresários e sacoleiros, corrupção passiva e ameaça de sequestro. Entre os detidos estão dois policiais federais, um ex-policial civil e um ex-PM - que havia sido condenado pelo assassinato de um delegado. Até o fim da tarde de ontem, um sétimo suspeito - que deve ter a prisão preventiva decretada - continuava foragido. Durante a ação, a PF apreendeu R$ 5 milhões em cédulas falsas.

Segundo o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, já há dois casos confirmados de extorsão a empresários, sendo que um deles envolveu um ônibus de sacoleiros que havia saído do Paraguai. De acordo com a polícia, a quadrilha pedia entre R$ 5 mil e R$ 50 mil a empresários.

O grupo exigia dinheiro para não efetuar prisões nem apreensões de mercadorias. Para extorquir as vítimas, o grupo utilizava tanto informações sobre ações suspeitas dos empresários ou inventava acusações contra as vítimas.

Ainda segundo a polícia, um dos suspeitos se passava por delegado para ameaçar as vítimas. De acordo com Coimbra, a quadrilha não utilizava informações dos bancos de dados das policiais Civil, Militar e Federal. A PF vai apurar, no entanto, se a quadrilha utilizava equipamentos da polícia - como coletes a provas de bala, distintivos, entre outros.

Além dos R$ 5 milhões em cédulas falsas, foram apreendidos R$ 13 mil com um dos policiais federais e um jet ski. Um dos suspeitos presos tinha mais de 20 anos de carreira na PF. Todos os suspeitos continuam detidos e devem prestar depoimentos à Polícia Federal.

A Operação Persistência teve início em novembro de 2008, quando uma das vítimas denunciou a ação à PF. Os acusados devem responder por corrupção passiva, concussão (extorsão cometida por funcionário público) e extorsão, entre outros crimes.

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